sexta-feira, 9 de agosto de 2013

NÃO Quero que você seja feliz, não sem mim!

"Quero que você seja feliz. Hei de ser feliz também..". Meu bem eu gostaria de ter um coração bom e doce tal qual a voz de Marisa Monte cantando essa canção, mas vá me desculpando InFelizmente nesse momento eu não consigo ser tão hipócrita e te desejar felicidades.

Sou matura o bastante para entender que o pra sempre tem fim e que os finais felizes ficaram apenas para os contos de fadas, mas você precisa saber que eu imaginei um futuro pra nós, não precisava ser um amor para a vida toda, mas não podia acabar agora, não assim.

Você sempre foi aquele cara legal de sorriso fácil e olhar sedutor que covardemente usou todas as suas armas para me conquistar a cada dia. E agora eu me pergunto, porque?.. Porque você teve que ir embora me deixando aqui com todo esse amor, com todas essas expectativas frustradas, com toda essa raiva de você?.

Por isso meu bem eu sinceramente não quero que você seja feliz, não longe de mim, não com outra pessoa, quero que as coisas na sua vida fiquem embaralhadas, confusas, difíceis, ruins... Para só assim quem sabe, você caia em si e veja que sem mim a sua vida anda pior, que o seu lugar é e sempre foi aqui, comigo.

Não quero que você seja feliz, não sem mim. Dizem que o amor não é egoísta, mas nesse momento meu bem, eu sou!

Fico me perguntando quem é que leva um pé na bunda e ainda consegue em meio as madrugadas solitárias e o choro que não quer passar, desejar que o causador de toda aquela angústia, seja feliz com outra pessoa? Se esse ser humano de carne e osso existe, deixo aqui os meus parabéns.

Estou convencida que o fim de um relacionamento só é bom para quem já quer esse fim, para quem se livra daquilo que já o incomoda, caso contrário se ainda existe amor em uma das partes, a que fica só se FODE!

E sabe o que mais me irrita? São aquelas frases clichês de fim de relacionamento: "Você merece alguém melhor que eu." "Eu estou confuso." "Vai ficar tudo bem" e a pior de todas: " Vamos ser amigos".

Cá entre nós, pra quê eu quero sua amizade? Pra sorrir ao te ver com outra mesmo estando morrendo por dentro? Para te consolar quando vocês brigarem, mesmo torcendo para vocês acabarem? Pra fingir que tudo acabou bem e você não sair como o vilão da história? Dispenso sua amizade no momento. Quando essa dor de cotovelo passar, quem sabe eu não consiga olhar na sua cara e ser sua amiga...

Desde quando você me deixou os bares da cidade, as academia, os salões de beleza agradecem, estou numa tentativa de virar aquela mulher que vai passar na sua frente e você vai se arrepender de ter perdido.

É por ainda te amar demais meu bem, que eu não posso desejar que você seja feliz. Não me leve a mal, mas a sua teoria que sem mim você viveria melhor não pode está certa e tomara que você NÃO tenha feito a escolha certa! "

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Eu preciso mesmo te dizer Adeus?


Depois de mais um daqueles nossos encontros cotidianos e quase que obrigatórios entre os casais, partimos para o momento do abraço de “até amanhã”, e foi aí que tudo começou...

Ao envolver meus braços em volta do seu corpo foi como se um pressentimento ruim me avisasse que aquele seria a última vez que estaríamos tão juntos, que eu deveria aproveitar bem o aroma que vinha de ti.

Eu te apertava contra o meu peito, como se estivesse segurando o meu mundo, como se suplicasse calada que você ficasse. E respondendo no mesmo tom, você foi me retirando, se afastando, meio frio, meio que tentando se livrar, meio sem coragem de me olhar nos olhos e completamente apresado para ir embora.
“Tenho que ir”, foi à única coisa que você soube dizer e eu fiquei ali, parada, te vendo sumir da minha linha de visão, na esperança de que nos 45 minutos do segundo tempo você fosse olhar pra trás com aquele sorriso e gesticulasse um “Eu te amo, dorme bem!”...

Eu era confiante demais para acreditar que aquilo era um ADEUS, certamente estava enganada e no dia seguinte nós íamos continuar os nossos encontros rotineiros e talvez depois de algumas horas de amor, deitados na cama eu até te contaria das bobagens que tinha pensado na noite anterior.

Mas os dias se passaram, muitos “amanhãs” vieram... Só você não veio! 

De todas as (muitas) vezes que te vi saindo por aquela porta dizendo que não voltava mais, bastavam algumas horas e lá estava você de volta, declarando sem jeito todo o seu amor e confessando que sem mim não vivia.

Acho que foi meio isso, esse mau costume, essa certeza de que você seria pra sempre meu, de que você sempre voltaria, que não me fez perceber os sinais que a cada segundo você me mandava numa tentativa de me avisar de que seu amor por mim estava enfraquecendo, para que talvez eu pudesse nos salvar.
Logo eu, que sempre fui tão atenta aos gestos e não percebi que seus olhos já não brilhavam mais ao encontrar os meus, que seu coração não acelerava ao ouvir minha voz, que os beijos e as ligações já não eram tão longas como eram antigamente. Logo eu não percebi que o seu “tenho que ir” era um ultimo pedido de socorro.

Por que eu não entendi quanto era importante que você voltasse?
Por que eu não entendi o quanto era importante que você ficasse?
Por que eu não te disse que sem você a casa, as ruas, as cores, as flores, o sofá, a cama, o trabalho, a faculdade, nada teria graça?
Por que os nossos encontros se tornaram cotidianos e quase que obrigatórios como os dos outros casais?
Por que você teve que (não) dizer ADEUS e nunca mais voltar? "